Os corneteiros da guerra comercial assustam os mercados, mas há tempo, ainda, para um acordo de paz. O susto aumentou com a resposta chinesa à ameaça americana de taxar a importação de produtos no valor anual de US$ 50 bilhões. Cotações despencaram nas bolsas de valores, incluída a Bovespa. Foi afetado também o mercado de matérias-primas e caíram os preços do petróleo, do cobre e, inevitavelmente, da soja. O temor espalhou-se quando Pequim anunciou a disposição de taxar mais de uma centena de bens, com valor total parecido com o da lista americana publicada um dia antes. Entre os itens principais da relação chinesa estão aviões e carros, além de produtos agropecuários. Essa relação, como se previa, atinge severamente Estados onde houve grande apoio à eleição do presidente Donald Trump. Mas o governo chinês logo apontou o caminho da negociação, ao apresentar à Organização Mundial do Comércio (OMC) um pedido de consultas com as autoridades americanas. Se as conversações falharem, uma disputa legal será iniciada. A análise está em nota publicada na edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: O Estado de S.Paulo
